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HISTÓRIA: Vila Lulaldo completa 34 anos de luta e resistência!


Por Aldo Santos – Vice-presidente da APROFFIB, ex-vereador, militante sindical e filiado ao Psol


No dia 03 de Dezembro de 1989, pela manhã, 215 famílias desceram o morro da favela Jurubeba,no Riacho Grande, rumo à área próxima do Km 28 da Anchieta onde fixaram moradia com muita luta, resistência e hoje, é uma Vila consolidada.


A ocupação foi organizada por uma coordenação militante onde os lotes tinham uma metragem definida e igual para todos e todas (100 metros quadrado), e foi graças a esta organização que o povo venceu mais esta batalha na luta por moradia em São Bernardo do Campo.

No dia 11 de março de 1990, os moradores votam em assembleia o nome da Vila e de algumas ruas. Foi vencedora a proposta apresentada e defendida pela primeira presidenta, Emília Bellomo que defendeu o nome de Vila Lulaldo, ou seja a junção do nome do então Presidente Nacional do Partido dos trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, e do então vereador pelo PT, Aldo Santos. Na página 21 do livro “Vila Lulaldo: da Lei do barbante à regularização fundiária” da Jornalista Ana Valim e do Professor Aldo Santos, eles atestam que a “eleição foi efetivo exemplo de democracia operária participativa, onde definiu o nome da Vila, e ainda os nomes das ruas, Três de Dezembro em alusão ao dia da ocupação, Rua Noel Rosa, em homenagem a um companheiro assassinado e Mangue Seco. Mesmo o prefeito Mauricio Soares tendo descartado qualquer tipo de ajuda aos moradores, o povo não recuou, ocupando o gabinete do prefeito, paralisando o funcionamento e trabalho no prédio da Prefeitura e finalmente foram vencedores nesta corajosa batalha. Vila Lulaldo, um exemplo de ocupação, resistência e construção solidária com o próprio suor e luta dos moradores organizados. Nesses 34 anos de existência, os moradores são merecedores de parabéns por mais um aniversário e que os novos moradores leiam, entendam e ajudem a dar continuidade a este importante processo histórico. Nossos sentimentos aos que já morreram, força e vida longa aos diretores/as históricos que enfrentaram, resistiram e continuam na luta, a exemplo do Companheiro José Arimatéia, Ivo Macedo, Marizinha e tantos outros e outras que não abandonaram a luta e o sonho de construção de um mundo novo, justo, igualitário e socialista!


Lutas, Sonhos e Rebeldias que Seguem.



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