Venezuela: a Força do Direito e o Direito da Força - Pingado Filosófico
- siteaproffib
- 7 de jan.
- 3 min de leitura

Pingado Filosófico de 4 de janeiro de 2026
Participação: Prof. Marcelo Buzetto; Prof. Aldo dos Santos; Prof. Diego Cana
Mediação: Profa. Neuza Peres
O Pingado Filosófico Especial da APROFFIB teve como foco o debate sobre a recente agressão estadunidense contra a Venezuela, tendo como pontos centrais: A Venezuela se tornou palco de uma disputa geopolítica central, na qual os Estados Unidos exercem forte pressão por meio de sanções econômicas e apoio a setores oposicionistas. Tais medidas não apenas fragilizam a economia venezuelana, mas também configuram uma intervenção indireta que busca minar a legitimidade do governo de Caracas. Washington utiliza o “direito da força” para impor sua agenda, em detrimento da soberania nacional.

Os interesses estadunidenses vão além da retórica democrática: envolvem o controle sobre recursos estratégicos, especialmente o petróleo, e a manutenção de influência regional. Nesse sentido, a Venezuela é vista como peça-chave na disputa por hegemonia no continente.

Essa crise expõe a fragilidade do direito internacional, incapaz de conter a seletividade das potências. A intervenção estadunidense, revela como normas jurídicas são instrumentalizadas para justificar ações políticas e econômicas.

O caso venezuelano não é apenas sobre democracia ou soberania, mas sobre a luta entre interesses estratégicos globais e a promessa, cada vez mais distante, de uma ordem internacional baseada em regras.

Além disso, foi debatido o comportamento da ‘esquerda’ política brasileira e o que se pode fazer diante da agressão ao país sul-americano, bem como em relação à defesa da soberania e da autodeterminação do Brasil.
Linha do Tempo da Intervenção dos EUA na Venezuela
Ano/Mês | Ação dos EUA | Impacto/Objetivo |
2017–2019 | Primeiras sanções econômicas contra setores estratégicos da Venezuela (petróleo e finanças). | Pressionar o governo Maduro e reduzir receitas do Estado. |
2019 | Reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino. | Tentativa de deslegitimar Maduro e apoiar oposição. |
2020–2024 | Expansão das sanções, bloqueio de ativos e restrições comerciais. | Isolar Caracas internacionalmente e enfraquecer economia. |
Julho 2025 | Recompensa aumentada para US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. [1] | Escalada da pressão direta sobre a liderança venezuelana. |
Agosto–Setembro 2025 | Movimentação de navios e aeronaves no Caribe; operações da CIA em solo. [2] | Preparação para ação militar sob justificativa de combate ao narcotráfico. |
Janeiro 2026 | Ataque militar de grande escala anunciado por Donald Trump; captura [sequestro] de Nicolás Maduro e sua esposa. [3] | Ponto máximo da intervenção, com mudança forçada de liderança. |
3 - https://www.infomoney.com.br/mundo/eua-atacam-venezuela-e-prendem-maduro-entenda-linha-do-tempo-do-conflito/; https://www.em.com.br/internacional/2026/01/7325254-a-linha-do-tempo-da-escalada-da-tensao-entre-venezuela-e-eua-dos-bombardeios-no-caribe-ao-ataque-de-trump-ao-pais-e-captura-de-maduro.html
Quais são os interesses em jogo?
Petróleo: A Venezuela possui uma das maiores reservas do mundo; os EUA buscam reduzir dependência de outros fornecedores e controlar fluxos energéticos.
Influência regional: Washington procura conter alianças da Venezuela com Rússia, China e Irã, que desafiam sua hegemonia no continente.
Narcotráfico e segurança: O governo dos Estados Unidos justificou ações militares alegando que Maduro liderava o Cartel de los Soles, classificado como organização terrorista. [4]
Veja trechos das falas - vídeos curtos:
Assista ao debate na íntegra:
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